Ela tem um coração puro. Congelado, é verdade. Com batimentos cardíacos mais fracos do que uma pluma que toca uma superfície dura. Devagar, quase parando. Mas era um coração, e batia... Eu não desisto de um coração se ele está batendo. Até que eu tenha certeza que não há volta, eu estou lutando. Mas ela... Ela sempre me surpreendia. Tinha uma vontade incontrolável de mudar, de ser feliz, de realizar seus sonhos... E eram tantos. (Patrícia, 16, Rio de Janeiro)